O ano de 2020 terminou com uma pequena trégua da COVID 19, depois da loucura da quarentena retomamos aos poucos as atividades. O tênis graças a suas características tão favoráveis a saúde e no caso do COVID, quase tão seguro quanto ficar em casa, voltou a ser a bola da vez e todas as quadras dos clubes e das academias ficaram lotadas. 

Para os atletas, os treinamentos voltaram com tudo, com uma preparação forte e a expectativa de que os torneios do mundo todo voltem ao normal. 

Com a entrada de 2021, é hora de voar dentro e fora das quadras. 

E muitos atletas voaram para várias partes do mundo e muitos internamente no Brasil, sonhando em colocar toda a vontade e preparação para o início da temporada.

Com muitos tenistas espalhados pelo país, muitos longe de casa, e novos rumores de fechamento de cidades e de cancelamento dos torneios começam a surgir. 

E uma nova angustiante expectativa volta a preocupar a todos, sobre os resultados das festas e comemorações natalinas e de final de ano, muitas irresponsáveis e egoistas que não se preocuparam com ninguém. 

Quantas pessoas se contagiaram com o vírus, principalmente de forma assintomática e quantas pessoas elas irão infectar com esse terrível vírus que quanto mais conhecemos mais intendemos que, para muitos, de gripezinha não tem nada? 

As apostas agora estão no tempo desse contágio e nos números de mortos que servirão de indicador do futuro próximo. 

O que fazer ? Voltar para casa e esperar um momento mais seguro para recomeçar ou seguir a vida e torcer para não ficar isolado em algum canto do país ou do mundo. 

Como experiência recente temos os jogadores profissionais que se aventuraram e tiveram coragem de seguir a vida.

Resultados surpreendentes como dos argentinos Diego Schwartzman e Nádia Podoroska, na semi final de Roland Garros nos levam a crer que quem não arriscou, perdeu grandes oportunidades. 

Teoricamente quem não pontuar agora nos torneios do início do ano partirá para o mundo vacinado, bastante atrás dos mais audaciosos. 

Sendo assim, com as estatísticas de mortalidade totalmente a favor dos jovens e crianças saudáveis, onde os atletas são “pelotão de elite”. Muitos pegaram as malas e puseram as raquetes na esteada. 

Agora um novo temor:

Vamos perder todo o investimento em torneios que serão cancelados nos próximos dias e semanas? 

Esta resposta virou total loteria. 

Qual o destino que foi escolhido. 

Com sorte, os números da pandemia melhoram e engatamos uma terceira marcha rumo a “vida normal”. 

Do contrário é bater de cara na porta e torcer para a volta ao lar ser possível. 

A única certeza que temos é que a incerteza nunca vencerá a esperança.

Vamos viver, vamos voltar e vamos vencer, só não sabemos quando e onde.

 

*****

Carlos Omaki possui mais de 35 anos de experiência com treinamentos específicos para crianças e adolescentes. Eleito inúmeras vezes como melhor treinador de base no Brasil, o COT propicia o que há de melhor em metodologia e estrutura integrada para o sucesso de seus atletas.

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