Fechar a Partida Não É Tão Simples – Veja Alguns Problemas Enfrentados Por Jogadores

Jogadores de tênis de todos os níveis perdem jogos porque não foram capazes de fechar a partida. Profissionais, juniores, jogadores de nível universitário e atletas competitivos enfrentam esse mesmo desafio.

“Estava na mão. Era minha. Eu não acredito. O que aconteceu comigo? Eu estraguei tudo.”

Jogadores de tênis de todos os níveis perdem jogos porque não foram capazes de fechar a partida. Profissionais, juniores, jogadores de nível universitário e atletas competitivos enfrentam esse mesmo desafio. Curiosamente, em muitos aspectos, esse fenômeno é comum da dinâmica de competições esportivas de modo geral – confiar em suas habilidades e jogar para vencer, focando no processo ao invés dos resultados, mantendo a concentração e a intensidade, ao mesmo tempo em que se neutraliza as mudanças de ritmo de jogo pelo adversário.

Todos nós já passamos por isso – liderando por 5-2 em um set e, de alguma forma, deixando-o escapar. E como essas derrotas doem! Após a partida, balançamos a cabeça e repassamos as fotos principais em nossas mentes, imaginando o que teria acontecido se tivéssemos apenas atacado o segundo saque ou chegado à rede para um voleio no match point. No fundo, estamos decepcionados conosco porque a derrota poderia ter sido evitada. Ficamos aquém no resultado não porque faltou técnica, mas porque perdemos nosso limite mental e emocional. Esse incômodo permanece conosco por dias a fio, mas também é ele que nos motiva a buscar não cometer os mesmos erros da próxima vez.

Então, o que normalmente acontece quando um jogador está ganhando em uma partida e de repente perde de virada? É claro que essa resposta será diferente para cada e jogador, mas as principais causas são:

QUEREM PROTEGER A LIDERANÇA

Muitos atletas ficam mais tensos e hesitantes ao passar à frente do adversário no placar e por isso não conseguem fechar a partida. Ao jogar simplesmente para proteger sua liderança, não administram bem a vantagem, acabam se tornando passivos e esperam que seu adversário entregue a partida. Esses jogadores começam a jogar “para não perder”. Em outras palavras, eles abandonam seu estilo de jogo mais agressivo e confiam que o adversário irá cometer erros, o que é uma receita para o desastre. Mesmo que esses jogadores ganhem, eles se sentem mal com a forma como jogaram. Isso fere a sua confiança e acaba reforçando a possibilidade de que joguem da mesma forma da próxima vez.

TÊM APEGO AOS RESULTADOS

Invariavelmente, alguns jogadores se apegam excessivamente aos resultados de suas partidas, principalmente em competições que contam pontos. Estar completamente envolvido no processo de competição é um grande desafio para os atletas, que tendem a jogar pensando no resultado da partida. À medida que os jogadores entretêm a ideia de que podem vencer aquela partida (ou até campeonato) eles acabam se distraindo, pensando no resultado antes mesmo do final, o que pode impedi-los de fechar a partida. Eles perdem o foco, são incapazes de seguir seu plano de jogo e, em vez de aproveitar o jogo, se concentram nos resultados. Eles se tornam muito apegados a vencer e isso os torna tensos. Enquanto tentam proteger sua liderança, eles ficam nervosos e analisam tudo excessivamente, o que afeta negativamente a qualidade do seu jogo.

SE TORNAM DISPLICENTES

Outros jogadores, embora com menos frequência, acabam relaxando demais e se tornam displicentes. Eles se sentem como se estivessem no “banco do motorista” e se permitem celebrar brevemente seu sucesso, perdendo o foco e atrapalhando-os de fechar a partida. Perder um ou dois jogos dessa forma pode custar muito caro pois, ao tentar trazer o foco de volta à partida acabam ficando tensos e inseguros. Relaxar quando se tem a liderança é também um sintoma de estar fixado nos resultados. Focamos a atenção nos pontos e sentimos que temos “espaço para respirar”. Embora relaxar seja melhor do que ficar nervoso, pode ser igualmente danoso. Assim que um game ou dois são perdidos, nos vemos novamente ansiosos.

O CRÍTICO INTERIOR APARECE

Todos nós temos um crítico interior com o qual lutamos constantemente. Essa voz nos acompanha ao longo da vida e se manifesta com força total quando menos precisamos dela. Quando estamos prestes a conquistar algo, o nosso crítico interior aparece, dizendo “Você não pode perder agora… Você já engasgou antes…” e por aí vai. Quando aceitamos o que essa voz crítica nos diz, o jogo pode ir ladeira abaixo e perdemos a “vantagem mental“, não conseguindo fechar a partida. Quando notar a voz crítica está surgindo, diga a si mesmo que você é forte e pode sim vencer o seu oponente.

COMO MANTER A VANTAGEM MENTAL?

Foque no seu plano de jogo. Não mude porque você está liderando, mas leve sua estratégia até o final.

Use frases positivas para manter a concentração. Quando precisar, repita qualquer uma das seguintes afirmações o máximo de vezes possível: “Estou ganhando esta partida”. “Essa é minha.” “Eu mereço essa vitória.”

Sorria quando o crítico vier bater à porta. Não lute contra ele, mas tenha a certeza de que você está no controle do jogo.

Mantenha seus olhos focados em alvos específicos – cordas, solo, onde você deseja acertar a bola. Evite olhar ao redor.

Respire profunda e ritmicamente para manter o relaxamento físico. Faça disso uma rotina. Os jogadores tendem a restringir a respiração sob estresse e isso não ajuda.

Em última instância, fechar a partida não é diferente de qualquer outro aspecto da competição. Como todos os pontos da partida, requer concentração total, intensidade e nível de excitação apropriado. Relaxe, atenha-se ao seu jogo, concentre-se em cada ponto e curta o desafio. Dispense o crítico interno e tome o controle do seu resultado!

Escrito por Jeff Greenwald, M.A., MFT. Originalmente publicado no site Fearless Tennis.

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Publicado originalmente no site trainingpeaks.com.

Sobre Carlos Omaki

Carlos Omaki é treinador de tênis há 38 anos. Uma das referências do tênis nacional, dono de duas premiações como Melhor Técnico das categorias de base do tênis brasileiro, é proprietário da COT tendo equipes na Academia Paulistana de Tênis, Club Athlético Paulistano e Tênis Club Paulista e com seu staff de treinadores cuida de cerca de 500 atletas na cidade de São Paulo.

Como treinador, participou não só dos começos de carreira de Luisa Stefani, mas também de Bia Haddad Maia, ex-top 60 mundial, e muitos outros.

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