Emma Raducanu: O que atletas jovens podem aprender com a sua trajetória

Antes de se sagrar como campeã do US Open 2021 em disputa com Leilah Annie Fernadez, Emma Raducanu passou por momentos difíceis e até abandonou uma partida importante em um Grand Slam. Fora das quadras por causa da ansiedade, muito se debateu sobre a sua capacidade de se manter no topo do esporte.

Emma Raducanu, tenista profissional britânica de apenas 18 anos, carrega em sua trajetória um título invejável. Venceu o US Open de 2021 e a pouca idade transformou-a na oitava jogadora mais jovem da história do esporte a conquistar um Grand Slam, um dos eventos mais importantes do tênis.

A ascensão da jovem tenista é destaque no mundo, visto que tudo aconteceu muito rápido. Raducanu se profissionalizou em 2018 e em 2021 já tinha alcançado um lugar entre as 150 melhores atletas no ranking da WTA. As conquistas de Emma Raducanu são o reflexo do esforço pessoal de uma jovem que focou no seu objetivo, mas sua trajetória não foi sempre linear. Assim como em qualquer fase do desenvolvimento humano, a tenista precisou pisar no freio para ajustar detalhes e depois disso, chegar aonde pretendia.

A trajetória de Emma Raducanu

Nascida em Toronto, Canadá, a filha do Romeno Ian e da chinesa Reneé, não escolheu o tênis logo de cara. Outros esportes como motocross, golfe, basquete e até o esqui foram opções antes de, finalmente, se encontrar no tênis. Dos 9 aos 16 anos de idade, Raducanu foi campeã nas categorias de base e levou pra casa o primeiro título da Federação Internacional de Tênis (ITF). Em 2021 a atleta disparou. Entrou para a chave principal de em Grand Slam em seu próprio país, com a torcida toda a seu favor. Emma poderia ter chegado mais longe? Claro! A garota tinha potencial, mas precisou parar.

Após ter surpreendido o mundo do tênis, Raducanu entrou em quadra. Acompanhada por muitos torcedores que já haviam criado uma expectativa enorme quanto à chance de ter uma campeã local, Emma começou a partida que daria ainda muito o que falar – com dificuldade para respirar a atleta abandonou a partida. Muitos não entenderam e só depois descobriram que a garota prodígio estava passando por uma crise de ansiedade.

Profissionalismo em cheque?

Emma Raducanu, tenista profissional em ascensão, com uma carreira promissora, abandonou as quadras por conta de uma crise de ansiedade. Os sintomas mais comuns são suor, palpitação, sensação de desmaio, falta de ar, formigamentos. Emma relatou que sentiu alguns desses sintomas naquele dia fatídico em que abandonou a partida em Winbledon. Estudos mostram que 1 em cada 5 jovens sofre com ansiedade e que a pandemia só aumentou essa estatística.

Nas Olimpíadas de Tokio vimos ainda outra jovem atleta revelar ao mundo a sua luta contra a ansiedade. A melhor ginasta do mundo, Simone Biles, não participou da final em grupos devido a uma crise de ansiedade e abriu uma pauta de extrema relevância: a pressão sofrida pelos atletas de alta performance.

Assim como Emma, Biles começou no esporte muito cedo, mais precisamente aos 8 anos de idade. Na primeira participação em Olimpíadas, a ginasta engavetou 5 medalhas, onde 4 foram de ouro. Já disse a idade dela na época? 19 anos! Histórias que se repetem mostram um problema comum. Duas jovens atletas, estrelas nos seus respectivos esportes, tendo suas carreiras fortemente impactadas pela ansiedade causada pela pressão para se manterem no topo.

Especialistas afirmam que a pressão sofrida por atletas de alta performance como Emma Raducanu e Simone Biles ocasionam quadros depressivos e de ansiedade e que a saúde mental deve ser acompanhada tanto quanto a saúde física do atleta. O fato é que essa é uma realidade e que agir, decidir parar, não competir, não diminui o profissionalismo do atleta. A pausa por vezes pode ser necessária e que pode levar a uma evolução; Emma Radukanu conquistou o título US Open 2021 após a pausa, o que prova que ninguém passa a ser menor por reconhecer uma fraqueza.

O que podemos aprender com Emma Raducanu?

1- Esporte é uma ótima opção para quem busca desenvolvimento avançado. Emma se envolveu com esportes desde muito nova e consequentemente evoluiu em várias áreas da vida.

2- Demorar a definir o esporte ao qual quer se dedicar é algo natural. A atleta precisou passar por mais de 6 modalidades esportivas para se encontrar no tênis. Se decepcionar com os outros esportes fez com que ela chegasse ao tênis e concluímos que não limitar as experiências é essencial para que o atleta se encontre.

3- Ser jovem é sinônimo de oportunidades, mas também de responsabilidades. A menina entrou de cabeça em tudo o que pôde. Torneios, treinos, competições de níveis elevados e entendeu que precisava encarar aquilo com responsabilidade.

4- Reconhecer nossas fraquezas é um ato de coragem. Quando decidiu abandonar uma partida, no auge de sua ascensão, Emma Raducanu deu o recado: não estou bem e por mais que seja uma das mais importantes partidas da minha carreira, eu ainda sou quem importa de verdade. Após a pausa, Emma conquistou o maior título de sua carreira e é o nome do esporte em 2021.

5- Acompanhamento e apoio profissional fazem toda a diferença. Ter uma equipe que inspire o atleta a dar o melhor de si, sem deixar de lado a saúde mental do atleta trará resultados positivos para quem visa crescer no esporte. Buscar apoio profissional para preparar o jovem para as grandes competições é a certeza de estar traçando o caminho correto.

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Sobre Carlos Omaki

Carlos Omaki é treinador de tênis há 38 anos. Uma das referências do tênis nacional, dono de duas premiações como Melhor Técnico das categorias de base do tênis brasileiro, é proprietário da COT tendo equipes na Academia Paulistana de Tênis, Club Athlético Paulistano e Tênis Club Paulista e com seu staff de treinadores cuida de cerca de 500 atletas na cidade de São Paulo.

Como treinador, participou não só dos começos de carreira de Luisa Stefani, mas também de Bia Haddad Maia, ex-top 60 mundial, e muitos outros.

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