Por que dormimos?

Carlos Omaki- Por que Dormimos?

Por que dormimos?

“Por que nós dormimos?” Esse é o título do livro escrito pelo professor de neurociência na Universidade da Califórnia em Berkeley, Matthew Walker. Em seu livro, Walker discute sobre o sono, sua importância e as graves consequências advindas de, habitualmente dormir menos de 8 horas por noite.

Nesse artigo, o foco será na influência de uma boa rotina de sono para tenistas e atletas de modo geral.

Em primeiro lugar, para tirarmos o máximo dos treinos, é essencial dormir bem. Isso posto, pois durante o sono, o cérebro transfere a memória de um armazenamento de curto prazo para um armazenamento mais permanente, que faz com que nossa memória muscular seja internalizada e automatizada.

Por exemplo, de maneira simplificada trazendo para o contexto do tênis, para bater
um bom forehand, devemos fazer o split step quando o oponente está prestes a golpear, nos posicionar de lado sem tirar o olho da bola, abrir a cabeça da raquete alta, fazer contato com a bola com a raquete fazendo movimento linear e angular, e, por último, finalizar a batida com a raquete acima do ombro.

Porém, para que o seu cérebro não tenha que lembrar cada um dos passos de uma vez, a automatização trazida pelo sono é o que faz com que o passo seguinte ocorra naturalmente e de maneira fluida após o passo anterior.

Omaki Tenis Competitivo- Federer Dormindo

Obviamente, a maioria dos tenistas que já treinam há pelo menos um ou dois anos tem esses passos internalizados de maneira muito natural. Porém, quanto mais o treino for combinado com o sono, mais automática ficará a resposta do corpo ao realizar o forehand, ajudando sensivelmente no desenvolvimento do seu tênis.

Em uma entrevista com Joe Rogan, Matthew afirmou que: “A prática não leva à perfeição. Praticar e depois ter uma noite de sono é o que leva à perfeição, porque você volta no dia seguinte de 20 a 30% melhor em desempenho do que no final do treino no dia anterior.” Certo, mas então o quão importante é dormir o suficiente na noite anterior ao treino?

Dormir 6 horas ou menos reduz significativamente sua capacidade aeróbica no treino e diminui o tempo para exaustão física em 10 a 30%. Além disso, há uma queda na força muscular, na capacidade respiratória e na eficiência de eliminar suor, uma parte crítica para performance de alto nível.

Fora isso, segundo Walker, não tem melhor investimento do que o sono para reduzir o risco de lesões corporais em atletas. Isso é verdade porque o sono acelera a recuperação física de inflamações, estimula a restauração muscular e ajuda a estocar energia celular.

Portanto, se você treina tênis ou algum outro esporte, é bom você ir preparando seu alarme para ir para a cama cedo caso você queira maximizar sua memória muscular, sua performance em treinos e minimizar seu risco de ter uma lesão.

O sono te ajuda dentro e fora das quadras. Durma melhor e otimize seu tênis!

Texto escrito por Renato Prado em 30 de agosto de 2020

Sobre Carlos Omaki

Carlos Omaki é treinador de tênis há 38 anos. Uma das referências do tênis nacional, dono de duas premiações como Melhor Técnico dascategorias de base do tênis brasileiro, é proprietário da COT tendo equipes na Academia Paulistana de Tênis, Club Athlético Paulistano e Tênis Clube Paulista e com seu staff de treinadores cuida de cerca de 500 atletas na cidade de São Paulo.

Como treinador, participou não só dos começos de carreira de Luisa Stefani, mas também de Bia Haddad Maia, ex-top 60 mundial, e muitos outros.

O que faz um jogador ser excelente em duplas?

Carlos Omaki- Como ser um excelente Duplista

O que faz um jogador ser excelente em duplas?

Existe um monte de maneiras de descrever o jogo de duplas: Rápido, empolgante, decidido em detalhes. Jogadores especializados em duplas mostram uma variedade incrível de habilidades e golpes que muitas vezes não vemos com muita frequencia nos jogos de simples.

Mas afinal de contas, como definir um excelente duplista?

Para o sueco Robert Lindstedt, quanto mais rápido for o jogo melhor. “Se você não está confortável em um jogo de ritmo acelerado na quadra, você não vai ter sucesso.” Este é um dos atributos que fazem com que muitos jogadores se dêem bem em duplas comparados com simples- Características de reflexo rápido são melhores que características de tomada de decisão. Lindstedt diz que ele tem capacidade de fazer qualquer tipo de golpe, mas o fato de ter tempo para pensar em jogos de simples, o fazia tomar decisões ruins na escolha do golpe certo. Seu sucesso acontecia quando ele não tinha tempo para pensar.

“Você tem que ter boas reações. A decisão rápida tem que vir naturalmente para você, caso contrário, você vai ficar parado sem saber para onde ir ou o que fazer ”, disse Lindstedt. “Trata-se de fazer seu sistema nervoso disparar e ver o que está acontecendo mais rápido, e isso é basicamente praticar em um ritmo mais rápido do que você está acostumado por um longo período de tempo. Lentamente, você aumenta seu nível. Alguns nascem com mais facilidade do que outros.

Lindstedt se tornou profissional em 1998 e, aos 43 anos, o sueco continua no Top 100 do Ranking de Duplas. Durante esses 22 anos, ele viu como as duplas mudaram.

“Quando eu entrei na ATP, o condicionamento físico não era uma parte importante das duplas”, disse Lindstedt. “Mas hoje eu sinto que realmente o físico é essencial para um duplista. Aprendi a trabalhar muito, então estou muito feliz em ver isso. ”

Outro veterano que tem grande sucesso há muito tempo é Bruno Soares. O brasileiro acredita que, embora os golpes e a preparação física sejam muito importantes, existem aspectos intangíveis vitais para o sucesso de um jogador de duplas.

“Todos nós sabemos que os grandes jogadores têm pontos fortes bem definidos. Acho que nas duplas o que transforma um grande jogador é a sua capacidade de adaptação ”, disse Soares. “Estamos constantemente nos adaptando a diferentes condições – quadra rápida, quadra lenta, bola rápida, bola lenta, altitude, nível do mar, saibro, grama, difícil, parceiros diferentes, semanas diferentes … Acho que um grande jogador é alguém que, além de possuir golpes incríveis possui grande grande capacidade de adaptação a todas as diferentes situações a que estamos expostos ao longo do ano. ”

 

Carlos Omaki- Duplistas

Sobre Carlos Omaki

Carlos Omaki é treinador de tênis há 38 anos. Uma das referências do tênis nacional, dono de duas premiações como Melhor Técnico dascategorias de base do tênis brasileiro, é proprietário da COT tendo equipes na Academia Paulistana de Tênis, Club Athlético Paulistano e Tênis Clube Paulista e com seu staff de treinadores cuida de cerca de 500 atletas na cidade de São Paulo.

Como treinador, participou não só dos começos de carreira de Luisa Stefani, mas também de Bia Haddad Maia, ex-top 60 mundial, e muitos outros.

Texto Publicado originalmente no site da ATP em 14 de Julho de 2020

Balanço final da Rota do Sol 2021

Carlos Omaki Tenis- Rota do Sol 2021ac

Balanço da Rota 2021

Todos os anos nos meses de férias , especialmente em janeiro o circuito Infanto-juvenil de tênis  dá o seu grande arranque, em circuitos espalhados pelo país.

Muito provavelmente o tênis seja a modalidade que mais se movimenta nesse momento mais até que o futebol, mesmo no Brasil.

Para nós do COT é muito importante não deixar que nossos atletas iniciem o ano muito para trás no ranking brasileiro e assim possam competir nos torneios e circuitos maiores ao longo do ano. 

Porém, com toda a nossa experiência, sabemos que estes pontos para o ranking nacional, não devem custar o não aproveitamento das férias dos atletas, a sensação de férias “perdidas” em função do esporte.

Assim sendo, a muito anos nós montamos nossos grupos e arrancamos para alguns dos circuitos.

A Rota do Sol ou Circuito Nordeste, como é chamado, é sem dúvidas o nosso destino favorito, principalmente por ser um roteiro mundialmente atraente turisticamente.

Por mais que os atletas tenham compromissos ( jogos e treinos ), durante todo o período de viagem, somente as paisagens e a viagem em grupo, a convivência e os poucos e curtos passeios ou mergulhos nas águas quentes nordestinas, já permitem atingirmos nossos objetivos e fazê-los voltar para casa com os indispensáveis pontos, mas com a sensação do aproveitamento de ótimas férias.

Em 2021, nosso grupo foi composto por 18 atletas e 3 integrantes da equipe técnica.

O mais jovem, com apenas 10 anos ainda e o mais experiente com 17.

Meninos e meninas de diferentes faixas etárias, convivendo em um ambiente extremamente familiar e de respeito. Um exercício muito especial em uma sociedade e para uma geração tão autocentrada e individualista.

Para este evento os atletas/jovens se preparam rigorosamente técnica, física e mentalmente por aproximadamente 30 dias, sendo 20 em dezembro e 10 em janeiro.

Preparação em meio às férias, no momento em que podemos aproveitar o tempo disponível deles para intensificar os treinos e tirar o melhor proveito para cada um, sem precisar concorrer com suas agendas de pequenos executivos do cotidiano.

Este ano, nossos atletas atingiram 31 finais com 15 títulos e 16 vice-campeonatos.

Resultados que colocam vários de nossos atletas nas primeiras posições do ranking nacional, mas que principalmente os colocam no topo da lista dos mais felizes e dispostos a trabalhar e seguir o ano do país.

Equipe técnica :

Carlos Omaki

Marina Danzini

Arthur Moutinho

 

Atletas:

Pedro Sorio

Ricardo Righetto

Luna Guarda

Caio Campos

Eduardo André

Lucas Saudino

Beatriz Ibrahim

Giulia Cavalcante

Nicole Righetto

Raissa Gallegos

Arthur Caldeira

Guilherme Caldeira

Enzo Guarda

Bernardo Costa

Stephan Koelle

Gabriel Leal

Arthur Vicente

Renato Prado

Conquistas:

LUNA GUARDA(12F)

Simples

Campeã em Aracaju

Vice-campeã em Maceió

Vice-campeã em Recife

Vice-campeã em Natal

Duplas

Campeã em Maceió

Campeã em Recife

Campeã em Natal

NICOLE RIGHETTO (18F)

Simples

Campeã em Maceió

Campeã em Recife

Campeã em Natal

Duplas

Campeã em Maceió

Campeã em Recife

Vice-campeã em Natal

BEATRIZ IBRAHIM (18F)

Simples

Campeã em Aracaju

Vice-campeã em Recife

Duplas

Campeã em Recife

Campeã em Natal

GIULIA CAVALCANTE (18F)

Simples

Vice-campeã em Aracaju

Vice-campeã em Maceió

Duplas

Campeã em Maceió

Campeã em Natal

RAISSA GALLEGO (18F)

Duplas

Vice-campeã em Natal

RICARDO RIGHETTO (12M)

Campeão de simples em Recife

STEPHAN KOELLE (18M)

Simples:

Vice-campeão em Maceió

Duplas:

Vice-campeão em Recife

GABRIEL LEAL (18M)

Simples

Vice-campeão em Aracaju

Duplas

Vice-campeão em Recife

RENATO PRADO (18M)

Duplas

Vice-campeão em Aracaju

Vice-campeão em Maceió

ARTHUR VICENTE (18M)

Duplas

Vice-campeão em Aracaju

Vice-campeão em Maceió

RESULTADO FINAL:

15 CAMPEÕES

16 VICE-CAMPEÕES

Carlos Omaki Tenis- Rota do Sol 2021ac
Carlos Omaki Tenis- Rota do Sol 2021ac

Sobre Carlos Omaki

Carlos Omaki é treinador de tênis há 38 anos. Uma das referências do tênis nacional, dono de duas premiações como Melhor Técnico dascategorias de base do tênis brasileiro, é proprietário da COT tendo equipes na Academia Paulistana de Tênis, Club Athlético Paulistano e Tênis Clube Paulista e com seu staff de treinadores cuida de cerca de 500 atletas na cidade de São Paulo.

Como treinador, participou não só dos começos de carreira de Luisa Stefani, mas também de Bia Haddad Maia, ex-top 60 mundial, e muitos outros.