Segredos do ótimo momento do tênis feminino

Carlos Omaki Tenis Competitivo- Luisa Stefani e Bia Haddad Maia

Antes de falar em resultados, que tem sido ótimos, gostaria de chamar a atenção aos internautas do Tênis News, principalmente aos que não estão muito familiarizados com o tênis, feminino, que as meninas Beatriz Haddad Maia, Luísa Stefani, Carolina Meligeni, Laura Pigossi, Ingrid Martins entre algumas outras, além de atletas muito sérias e exemplares na forma que treinam e jogam, já estão fazendo um grande bem para o tênis de uma forma mais ampla do que apenas conquistar bons resultados individuais.

Elas são meninas que acompanham e incentivam a evolução das mais jovens, dão força e quando podem se envolvem em programas de desenvolvimento do tênis. Em nossa equipe, que é de formação principalmente, é muito comum recebermos mensagens de incentivo e elogio ao desempenho, resultados e até postura de meninas mais novas, provenientes desse grupo.

Um grande exemplo a ser seguido. Comunicativas e carismáticas, elas podem realmente marcar um grande incentivo as atletas e aos pais que tenham filhas trilhando o caminho do tênis competitivo.

Como treinador que esteve muito próximo da formação dessas atletas, além de torcedor assíduo do tênis feminino a resposta é simples.

Vejo o momento do tênis brasileiro com os olhos brilhando e com a expectativa de resultados muito maiores do que um título de Grand Slam da Luísa Stefani nas duplas e a volta à luta pelo melhor ranking de simples da Bia (já foi top 60).

 

Fonte: Divulgação

Vejo um tênis e por que não um esporte feminino muito mais unido e mais feliz em seu desenvolvimento com a chance de surgir uma ou melhor, uma grande quantidade de referências e excelentes exemplos para as meninas mais novas.
Meninas que vão abrir espaço para a mídia e se Deus quiser patrocinadores inteligentes que amam o esporte.

Tivemos a conquista do vice-campeonato no WTA 1000 em Miami pela Luísa Stefani no final de semana e agora seu melhor ranking com o 26º lugar, melhor de uma brasileira na WTA.

Fonte: Divulgação

 

Luisa é uma atleta muito trabalhadora séria, que está em uma curva evolutiva acentuada e uma de suas metas é ganhar um Grand Slam, além de poder disputar as Olimpíadas (precisa estar no top 10 para alcançar a meta).

Uma tarefa que qualquer um que jogue TÊNIS sabe que é para poucos e que depende de muitos aspectos para se realizar. Mas sim, ela tem plenas condições de ganhar um Grand Slam de duplas e passou muito perto do título em Miami que é conhecido como o 5° Grand Slam.

Bia vem demonstrando todo o amor pelo tênis e o desejo de vencer. Após sofrer algumas cirurgias ela está jogando torneios menores para recuperar seu ranking e voltar para os grandes, onde é o seu verdadeiro lugar.
Se tudo correr bem, ainda com essa sequência de torneios ela pode e deve subir bem no ranking e voltar a entrar na chave principal de torneios maiores, o que permitirá que ela termine o ano bem novamente.

 

É importante salientar que na atual situação da América do Sul é preciso ter muita determinação e coragem para viajar e investir nos torneios que podem ser cancelados a qualquer momento em função das questões de saúde de cada país. Vamos torcer para que ela termine sim o ano muito bem e possa ter um 2022 para o tênis feminino do Brasil não se esquecer jamais.

Fonte: Divulgação

Carol Meligeni vem de um vice-campeonato em Buenos Aires e está perto do melhor ranking. Pelo DNA e pela cultura esportiva da família Meligeni, primeiramente, acredito que a Carol tem grandes chances de ter uma carreira longeva e seguir evoluindo a cada dia.

Trata-se de uma atleta muito focada e trabalhadora,n ota-se um enorme amadurecimento técnico, físico e mental, fatores que a levaram a colher bons resultado e a levarão ainda a obter ainda mais frutos. Ela ainda vai surpreender muita gente e escrever o nome dela na história do tênis brasileiro.

Carlos Omaki Tenis Competitivo- Laura PIgossi

Fonte: Divulgação

Outra que vem em ascensão é Laura Pigossi, campeã de um US$ 25 mil na Índia recentemente.

Gosto muito da Laura e acho incrível o nível de profissionalismo e dedicação dela, que foi atleta do Paulistano e teve uma carreira totalmente ascendente melhorando seus resultados à medida que subia de categoria desde o infantil até o profissional.

Creio que principalmente nas duplas ela mereça alcançar o top 100 e aí a determinação dela é que vai dizer até onde ela poderá chegar.

O fato dela treinar na Espanha é uma vantagem  pela proximidade para os torneios europeus onde o nível é muito alto e com isso a chance de evoluir é bem maior. Para as meninas trabalhar longe de paradigmas de fracasso com tranquilidade e em um ambiente vencedor pode ser um fator preponderante. Gosto de acreditar na ideia de que ela saiu do Brasil formada e pronta para o nível e o ambiente competitivo da Europa.

Para completar ainda temos Ingrid Martins que vem conquistando bons resultados sobretudo no piso duro e assim como Luisa Stefani trilhou o caminho do circuito universitário americano, ótima opção a ser seguida para meninas, tema que podemos trazer em uma próxima coluna.

Vida longa às nossas meninas e um 2021 repleto de conquistas e evolução!

 

Publicado originalmente em 07 de Abril 2021 no site Tenis News

Sobre Carlos Omaki

Carlos Omaki é treinador de tênis há 38 anos. Uma das referências do tênis nacional, dono de duas premiações como Melhor Técnico dascategorias de base do tênis brasileiro, é proprietário da COT tendo equipes na Academia Paulistana de Tênis, Club Athlético Paulistano e Tênis Club Paulista e com seu staff de treinadores cuida de cerca de 500 atletas na cidade de São Paulo.

Como treinador, participou não só dos começos de carreira de Luisa Stefani, mas também de Bia Haddad Maia, ex-top 60 mundial, e muitos outros.

3 Lições Importantes de Winning Ugly

Carlos Omaki Tenis- Winning Ugly Brad Gilbert

A quantidade de informações que pode ser obtida do clássico “Winning Ugly” de Brad Gilbert (no Brasil  “Jogue para Vencer: Lições de um mestre para triunfar na guerra mental do tênis” ) pode ser surpreendente pois é basicamente um guia de “como ganhar” uma partida de tênis.

Carlos Omaki Tenis Competitivo- Brad Gilbert- Winning Ugly

 

O livro enfatiza ações, além do desenvimento de técnica, que alguém pode fazer para melhorar seu jogo

Vamos abordar três:

1- Jogando com Inteligência

Este conselho um tanto óbvio é o título de uma seção inteira em Winning Ugly, mas não é apenas um mantra positivo. O livro discute os elementos nos quais você deve se concentrar para buscar ativamente um jogo mais inteligente.

  • Faça uma análise correta – Leia bem os pontos fracos e também os pontos fortes de seus oponentes. Tente reconhecer quaisquer padrões que eles possam seguir. Mais importante ainda, identifique os erros não forçados de seu oponente. Esses são erros principalmente técnicos, ou seja, erros cometidos sem pressão do oponente.
  • Tenha um plano de jogo- Não importa quem seja seu oponente, esse plano deve ser baseado na premissa de que sempre há uma maneira de vencer. Seu plano deve consistir em dois objetivos específicos. O que você deseja que aconteça e o que você quer prevenir que aconteça. Tendo este mindset, a leitura de como se joga o jogo fica muito mais clara.
  • Sempre existem erros de arbitragem. É um fato que todo esporte tem juízes ou adversários desonestos. Brad Gilbert aconselha sempre a não discutir marcações duvidosas. Escolha sempre suas brigas com sabedoria. Se a bola pingou duas vezes, se você achou que o adversário cantou uma bola fora, mas você achou boa…brigar com o juiz ou adversário não vale a pena. Abordagens mais sutis podem ser mais eficazes, como perguntar aonde a bola foi, ou o que aconteceu, e preserva seu foco mental pro jogo

 

2- Táticas psicológicas

Existem sempre oponentes que empregam táticas psicológicas contornando as regras para obter vantagem sobre você. O livro apresenta diversas maneiras de utiliza-las (não confundir estas táticas como ilegais ou desleais. Brad nunca incentiva a trapacear como cantar fora bolas duvidosas por exemplo).  Rapidamente, vamos apresntar duas situações Embora o livro discuta maneiras de utilizar essas táticas você mesmo, vamos apresentar duas situações que você pode fazer se alguém estiver tentando aplicar estas táticas sobre você.

  • Tática do Jogo Lento. Este estilo de jogo é aquele que o adversário demora pra se posicionar depois de um ponto. Ou quica a bola centenas de vezes antes de sacar. Esta lentidão tem como propósito tirar o adversário de ritmo e deixa-lo desconfortável. Brad sugere que assim que seu adversário realizar todo este ritual e estiver pronto pra sacar, dê alguns passos pra trás e ajeite sua raquete ou roupa. Esta ação tem como objetivo alinhar sua preparação para jogar o ponto. Pois a partir do momento em que você percebe que está esperando por seu oponente e quer que ele se apresse para começa, você não está realmente pronto para jogar. Em vez disso, utilize este momento para se concentrar.
  • Apague a faísca e não o fogo. A raiva pode ser uma arma mortífera nos esportes. Os oponentes podem fazer coisas pequenas e sutis que eles sabem que estão te incomodando. Pior ainda, espectadores ou treinadores, ou qualquer coisa no ambiente do torneio pode estar tirando você do jogo. Reconheça esses elementos quando eles acontecerem! Se houver algo que possa ser feito para eliminar esses fatores, isso precisa acontecer o quanto antes. Quando você estiver furioso, pode já ser tarde demais para consertar o estrago

 

3- Pontos de Setup

Para alguns jogadores, principalmente amadores, existe um pré-conceito equivocado que existem apenas dois tipos de pontos no tênis: os pontos de vantagem e todo o resto.

O ideal é tratar o ponto que pode dar a mim ou a meu oponente a vantagem para fechar.

Eu trato o ponto anterior que pode levar a mim ou ao meu oponente a um ponto de vantagem como um momento importantíssimo, pois este é o ponto que irá recompensar quem ganhá-lo com a oportunidade de ganhar um game.

Qualquer ponto que precede um ponto de vantagem chamamos de “Ponto de Setup”.  Este é o ponto jogado em 0-30, 30-l0, 15-30, 30-15, 30-30 e Deuce. Estes são todos Pontos de Setup para um ou ambos os jogadores.

Segundo Brad Gilbert:

“Quando estou olhando para uma dessas pontuações, dá aquele frio na barriga, especialmente em 30-30 (ou em Deuce), quando ambos temos a chance de avançar e chegar a um ponto de Vantagem. Esses são os pontos que realmente me animam.

Este é um grande momento porque é o ponto que vai decidir quem tem a chance de jogar para fechar o game. E quando o Set ou o Jogo todo depende deste game, o este Ponto de Setup é ainda mais valioso!

Se eu ganhar um ponto de Setup em 30-30 ou Deuce, estarei a apenas um ponto de vencer o jogo. Meu oponente está a três pontos! Isto é uma grande diferença. Se eu ganhar um ponto em 30-15 (para subir 40-15), o spread é ainda maior.

Ganhar um Ponto de Setup me permite mover para uma posição mais forte mentalmente, seja sacando ou recebendo.

Um bom exemplo que vemos direto é nos níveis amadores- se o seu oponente está sacando e você ganha o seu Ponto de Setup, pode ser tudo que você precisa fazer. Muitas vezes o que vimos é o seu adversário fazer uma dupla falta e te entregar o jogo!

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“Winning Ugly explica a fórmula de Brad para ganhar uma partida de tênis. Ele entende a questão mental do jogo melhor do que qualquer um. Brad me ajudou a melhorar meu jogo, e acredito que ele poderá melhorar o seu.”

– Andre Agassi, ex-tenista profissional, ganhador de 60 títulos, sendo 8 de Grand Slam

“Winning Ugly é ótimo. São táticas profissionais que melhorarão as habilidades do jogador amador rapidamente. Winning Ugly ensina como jogar melhor, além de divertir.”

– Pete Sampras, ex-tenista profissional norte-americano, ganhador de 64 títulos, sendo 14 de Grand Slam

Winning Ugly é um dos livros sobre tênis mais vendidos de todos os tempos.

O ex-competidor e atual treinador e analista Brad Gilbert oferece dicas de como ganhar as partidas, mesmo sem jogar tão bem quanto o adversário – seja você amador ou um profissional.

As orientações de Gilbert se baseiam nas estratégias de campeões como Roger Federer, Novak Djokovic, Serena Williams, Andy Murray, entre outros, para que você aprenda a derrotar os oponentes mais difíceis.

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Sobre Carlos Omaki

Carlos Omaki é treinador de tênis há 38 anos. Uma das referências do tênis nacional, dono de duas premiações como Melhor Técnico dascategorias de base do tênis brasileiro, é proprietário da COT tendo equipes na Academia Paulistana de Tênis, Club Athlético Paulistano e Tênis Clube Paulista e com seu staff de treinadores cuida de cerca de 500 atletas na cidade de São Paulo.

Como treinador, participou não só dos começos de carreira de Luisa Stefani, mas também de Bia Haddad Maia, ex-top 60 mundial, e muitos outros.

O Lado Mental do Tênis- Inspirado por Timothy Galwell- Parte 2

Omaki Tenis Competitivo- Jogo Interior do Tenis

O Lado Mental do Tênis- Inspirado por Timothy Galwell- Parte 2

Confiando no Ser 2

Parece inapropriado xingar ou ofender nosso corpo de nomes perojativos.

O Ser 2 – isto é, o corpo físico, incluindo o cérebro, o banco de memória (consciente e inconsciente) e o sistema nervoso – é uma coleção de potenciais altamente sofisticada e competente. Alinhado a ele, existe uma inteligência interior impressionante e o mais interessante é que esta inteligência interior aprende facilmente.

Enquanto o Ser 1 for muito ignorante ou muito orgulhoso para reconhecer as capacidades e habilidades do Ser 2 será muito difícial obter a auto-confiança plena!

O relacionamento entre o Ser 1 e o Ser 2 é parecido com o relacionamento entre pais e filhos.

Alguns pais têm dificuldade em deixar que os filhos façam algo pois acreditam que eles próprios sabem melhor como isso deve ser feito. Mas o pai confiante e carinhoso permite que o filho execute suas próprias ações, até mesmo a ponto de cometer erros porque confia que o filho aprenderá com eles.

Em um jogo de tênis, quanto mais importante for o ponto, mais o Ser 1 irá tentar controlar o golpe e é exatamente neste momento que ocorre a tensão do corpo. Os resultados neste caso são quase sempre frustrantes.

Uma curiosidade é que as crianças aprendem a andar antes mesmo que seus pais as ensinem. E dentro deste contexto, as crianças não só aprendem a andar bem, mas eles também criam a confiança necessária neste processo de aprendizado natural.

As mães observam os esforços das crianças com amor e curiosidade, sem muita interferência. Se no jogo de tênis tivessemo este approach, sem dúvida teriamos muito mais progresso.

Ter uma visão clara do resultado desejado é o método mais poderoso para se comunicar com o Ser 2, especialmente quando se joga uma partida.

O Papel do Ser 1 é ficar parado e observar os resultados de uma maneira isolada.

É importantissimo que não se faça nenhum esforço consciente para manter a raquete em um determinado ângulo. Se após alguns golpes, a raquete não estiver de acordo com a imagem que o Ser 2 visualizou, então se concentre em imaginar o resultado que pretende e deixe a raquete fazer seu trabalho de maneira inconsciente.

Costumo sugerir que, como experiência, o jogador adote o estilo mais diferente possível do que praticava anteriormente.

Também sugiro que desempenhem o papel de um bom jogador, independentemente do estilo que escolheram. Além de ser muito divertido, esse tipo de interpretação pode aumentar muito a visão do jogador. Deixar de ter julgamentos, a arte de criar imagens mentalmente e “deixar acontecer” são três das habilidades básicas envolvidas no Jogo Interior.

Descobrindo a Técnica

Parecia que a mãe sabia exatamente o quanto precisava “mostrar”, quando encorajar e quando deixar de incentivar.

Ela sabia que poderia confiar no instinto da criança, uma vez que fosse “iniciado”.

Talvez o grande erro tenha sido não confiar o suficiente no Ser  2 e confiar demais no Ser 1. É como se quiséssemos pensar que somos mais computador obediente do que um ser humano.

Se nos permitirmos perder o contato com nossa capacidade de sentir nossas ações, por confiar demais nas instruções, podemos comprometer seriamente nosso acesso aos nossos processos naturais de aprendizagem e nosso potencial de desempenho. Em vez disso, se acertarmos a bola confiando nos instintos do Ser 2, reforçamos o caminho neural mais simples para a execução ideal de golpe.

Muitas instruções verbais, vindas de fora ou de dentro, interferem na nossa habilidade de jogar.

Um backhand pode ser executado com um pulso frouxo e garanta controle? Certamente. Mas este mesmo controle, pode ser atingido com um pulso muito firme? Sim, claro que pode.

Portanto, por mais útil que esta instrução possa parecer, você não pode usá-la ao pé da letra. Ao invés disso, você se utiliza destas instruções para orientar sua própria conclusão do grau ideal de rigidez de seu pulso. E isto pode ser feito sempre prestando atenção na sensação do pulso durante o golpe, não necessariamente interpretando a orientação verbal.

Se você pedisse a um grupo de profissionais e teóricos para escrever todos os elementos importantes de um golpe de forehand, a maioria acharia fácil distinguir pelo menos cinquenta, e eles poderiam ter várias categorias para cada um destes elementos. Imagine a dificuldade do tenista em lidar com toda essa complexidade! Por outro lado, compreender o swing e lembrar sua sensação (feeling) é como se lembrar de uma única imagem, deixando tudo mais claro e simples.

Mudança de hábitos

É no processo de mudança de hábitos que a maioria dos jogadores vivenciam a maior dificuldade.

Quando se aprende como mudar um hábito, é relativamente simples saber quais mudar. Depois de aprender a aprender, você só precisa descobrir o que vale a pena de fato aprender.

Por que é tão fácil para uma criança aprender uma língua estrangeira? É mais fácil porque a criança ainda não aprendeu a interferir no seu próprio processo de aprendizado. O Jogo Interior foca na maneira de aprender dentro desta dinâmica “infantil”.

É muito mais difícil quebrar um hábito quando não existe um substituto adequado para ele.

Essa dificuldade geralmente existe quando nos tornamos moralistas em relação ao nosso jogo de tênis. Se um jogador lê em um livro que é errado angular sua raquete, mas não é oferecida uma maneira melhor de manter a bola na quadra, vai precisar de muita força de vontade para manter sua raquete chapada ao mesmo tempo em que efica preocupado com o bola saindo para fora da quadra.De fato, quanto mais tentamos quebrar um hábito, mais difícil fica de quebra-lo.

É um processo doloroso lutar para sair dessa armadilha mental.

No entanto, existe um método natural e mais infantilizado. Uma criança não se esforça descomunalmente para se livrar de seus velhos hábitos; ela simplesmente começa novos! A armadilha pode estar lá, mas você não cai nela porque de fato você se desvia dela.

Se você pensa que é controlado por um mau hábito, sentirá que deve tentar quebrá-lo. Uma criança não precisa quebrar o hábito de engatinhar, porque ela não acha que tem um hábito. Ele simplesmente deixa de faze-lo, pois encontra uma maneira mais fácil de se locomover andando.

 

 

Carlos Omaki Tenis Competitivo- Timothy Galwell- Stan Wawrinka

Aqui vai um resumo do jeito tradicional que costumamos aprender em contraste com o processo de aprendizado ensinado no Jogo Interior.

Etapa 1- Observações sem Julgamento

Onde você quer começar? Qual a parte do seu jogo que exige mais atenção?

Exemplo: Depois de observar e sentir seu saque por cerca de cinco minutos, você pode ter uma boa ideia sobre o elemento específico do golpe que precisa de atenção. “Pergunte” ao seu saque como ele gostaria de ser diferente. Talvez queira um ritmo mais fluido; talvez ele queira mais potência ou uma quantidade maior de giro. Se 90% das bolas estão indo para a rede, provavelmente é bastante óbvio o que precisa ser mudado. Em qualquer caso, deixe-se sentir a mudança necessária e depois observe mais alguns saques.

Etapa 2- Visualize o Resultado Almejado

Faz de conta que o resultado desejado é ter mais potência no saque. A próxima etapa é imaginar e visualizar seu saque com mais potência. Uma maneira de se enxergar isso é visualizar alguem com um saque potente. Não analise demais, simplesmente absorva o que você vê e tente sentir o que seu exemplo sente.

Etapa 3- Confie no Ser 2

Tente sacar de novo, mas sem pensar muito no seu movimento. Tente resistir a qualquer vontade de tentar bater a bola com mais força. Simplesmente deixe seu serviço fazer o movimento. Já tendo em mente que quer mais potência, deixe acontecer. Não é nada mágico, mas apenas deixe seu corpo explorar todas as possibilidade. Independente do resultado, deixe o Ser 1 fora disso!

Etapa 4- Observações de mudanças e resultados sem julgamento

Você está deixando seu serviço fazer todo o movimento:

No momento você está deixando seu serviço fazer todo o movimento, o seu papel é simplesmente observar. Observe o processo sem exercer controle sobre ele. Se você acha que quer ajudar, não o faça. Quanto mais você conseguir confiar no processo natural que está ocorrendo, menos chances terá de  cair nos padrões habituais de interferência de tentar muito, julgar e pensar – e na frustração que inevitavelmente se segue.

Quando você se esforça para acertar a bola corretamente, e dá certo, você obtém um certo tipo de satisfação do ego. Você sente que está no controle, que é o senhor da situação. Mas quando você simplesmente permite que o serviço sirva a si mesmo, não parece que você merece nenhum crédito. Não parece que foi você quem bateu na bola. Você tende a se sentir bem com a capacidade de seu corpo e, possivelmente, até mesmo a ficar surpreso com os resultados, mas o crédito e a sensação de realização pessoal são substituídos por outro tipo de satisfação.

Mas é claro que, no instante em que tento relaxar, o verdadeiro relaxamento desaparece e, em seu lugar, surge um estranho fenômeno chamado “tentar relaxar demais”. O relaxamento acontece apenas quando permitido, não como resultado de “tentar” ou “fazer”

Se você não leu sobre o Ser 1 e Ser 2, clique aqui e conheça melhor este conceito do Jogo Interior do Tênis,

No próximo post sobre o lado mental do tênis, vamos abordar como desenvolvemos nosso poder de concentração. 

Sobre Carlos Omaki

Carlos Omaki é treinador de tênis há 38 anos. Uma das referências do tênis nacional, dono de duas premiações como Melhor Técnico dascategorias de base do tênis brasileiro, é proprietário da COT tendo equipes na Academia Paulistana de Tênis, Club Athlético Paulistano e Tênis Clube Paulista e com seu staff de treinadores cuida de cerca de 500 atletas na cidade de São Paulo.

Como treinador, participou não só dos começos de carreira de Luisa Stefani, mas também de Bia Haddad Maia, ex-top 60 mundial, e muitos outros.

COT começa trabalho em Projeto Social

Carlos Omaki Tenis Competitivo- Instituto Primeiro Serviço

Projeto social tem treinamento de tênis de primeiro mundo e formação de professores.

Carlos Omaki comanda projeto em parceria com o Instituto Primeiro Serviço na Slice Tennis, em Tamboré

Em uma excelente iniciativa da idealizadora do Instituto Primeiro Serviço, Fabiana Freitas,  jovens que seriam excluídos, devido à idade, de outros projetos sociais de tênis, ganham uma grande chance de se manterem no esporte e transformá-lo em profissão.

Carlos Omaki, treinador de base do tênis brasileiro e coordenador da Carlos Omaki Treinamento, passará a comandar os jovens e adolescentes de 12 até 24 anos, a maioria das redondezas de Carapicuíba. O início será nesta quarta-feira, dia 3, na Slice Tennis, em Tamboré.

O projeto vai oferecer treinamento de alto nível além de grandes benefícios como vale-transporte, lanche,  cesta básica e até bolsa de estudos universitárias.

Os treinamentos serão desenvolvidos em uma das melhores academias de tênis de São Paulo.

“A Slice Tennis de Tamboré possui a estrutura de um grande centro de treinamento com nove quadras de tênis – sendo quatro cobertas e quatro descobertas de saibro e uma quadra rápida descoberta -, possui também sala de musculação e ginástica, pilates, fisioterapia, restaurante, lanchonete, sala de estar, sala de televisão e reuniões.

Além destes atrativos a Slice Tennis é responsável pela realização de cerca de 20 torneios Federados ao ano, coordenada pelo empresário e aficionado pelo tênis Nicolau Marino e gerenciada por  Elizabeth Santa Lúcia”, conta Carlos Omaki, que possui cerca de 500 alunos espalhados por suas equipes nas academias Paulistana, Club Athlético Paulistano e Tênis Clube Paulista.

Omaki Tenis Competitivo- Projeto Social Primeiro Servico

“Teremos a missão não só de formar atletas, como também de grandes e renomados profissionais ligados ao esporte, mais especificamente o tênis, sendo o mais indicado a desenvolver um programa como este que visa melhorar e desenvolver o nível técnico e competitivo dos jovens , como também ensinar o ofício de professor, instrutor , treinador e técnico de tênis,” seguiu Omaki.

 

 

Sobre Carlos Omaki

Carlos Omaki é treinador de tênis há 38 anos. Uma das referências do tênis nacional, dono de duas premiações como Melhor Técnico dascategorias de base do tênis brasileiro, é proprietário da COT tendo equipes na Academia Paulistana de Tênis, Club Athlético Paulistano e Tênis Clube Paulista e com seu staff de treinadores cuida de cerca de 500 atletas na cidade de São Paulo.

Como treinador, participou não só dos começos de carreira de Luisa Stefani, mas também de Bia Haddad Maia, ex-top 60 mundial, e muitos outros.

O Lado Mental do Tênis- Inspirado por Timothy Galwell- Parte 1

Omaki Tenis Competitivo- Timothy Galwell

O Lado Mental do Tênis- Inspirado por Timothy Galwell- Parte 1

O tênis é um esporte extremamente mental. Percebemos isso quando vemos os melhores do mundo no circuito ATP onde todos Top 100 jogam demais entre eles, mas apenas alguns se destacam entre os Top 10. Muitos atribuem este destaque ao lado mental do jogo, onde reside o grande diferencial dos gigantes comparados aos excelentes.  

Ser forte mentalmente, não “tremer” ou“pipocar”, são jargões que ouvimos sempre no nosso esporte.

Um dos livros mais importantes sobre este lado mental do esporte se chama “JOGO INTERIOR DO TÊNIS”- Inner Game of Tennis,  escrito por Tim Gallwey no Estados Unidos. Gallwey foi capitão da equipe de tênis da Harvard University em 1960 e, se tornou professor de tênis profissional na Califórnia após se formar. Ele observou a dificuldade de aprendizado dos alunos no método tradicional, não por falta de competência, mas especialmente por ansiedade, insegurança e auto-crítica.

Através desta observação, ele desenvolveu o Inner Game, uma metodologia de aprendizado baseada no autoconhecimento, autoconfiança e experimentação, desafiando os hábitos da mente que inibem a excelência na performance.

No início dos anos 70 dando aula de tênis para um executivo da AT&T, foi convidado a compartilhar esse método de excelência no mundo corporativo, tornando-se uma referência na área e considerado o criador do conceito de coaching.

Nos próximos posts, vamos falar um pouco sobre este livro e nos aprofundar um pouco mais sobre o o jogo mental dentro do jogo de tênis pela ótica do Grande Timothy Gallwey

Reflexões sobre o lado mental do tênis

Todo jogo  de tênis é composto de duas partes, um jogo externo e um interno. O jogo externo é jogado contra um oponente externo para superar obstáculos externos e atingir um objetivo externo.

A tese deste livro é que nem o domínio nem a satisfação podem ser encontrados em jogar qualquer jogo sem dar alguma atenção às habilidades relativamente negligenciadas do jogo interno.

Este é o jogo que ocorre na mente do jogador, e é jogado contra obstáculos como lapsos de concentração, nervosismo, insegurança e auto-crítica. Em suma, é jogado para superar todos os hábitos mentais que inibem a excelência no desempenho.

O jogador do jogo interno passa a valorizar a arte da concentração relaxada acima de todas as outras habilidades; ele descobre uma base verdadeira para a autoconfiança; e ele aprende que o segredo para vencer qualquer jogo está em não se esforçar muito.

Relatos de Timothy Gallwey:

A reclamação mais comum de tenistas competitivos é: “Não é que eu não sei o que fazer, é que não faço o que sei!”

Após muitos anos de experiência, comecei a entender que os bons profissionais e estudantes de tênis deveriam aprender:

– Que as imagens são melhores do que as palavras!

– Mostrar é mais eficiente do que falar.

– Instruções demais são piores que nenhuma instrução.

Uma pergunta me deixou intrigado: o que há de errado em tentar? O que realmente significa “tentar demais”?

Um jogador num estado normal de jogo

Um jogador neste estado sabe para onde quer que a bola vá, mas não precisa “se esforçar” para manda-la para lá. Simplesmente parece acontecer – e freqüentemente com mais precisão do que ele poderia esperar. O jogador parece estar imerso em um fluxo de ação que requer sua energia, mas resulta em maior poder e precisão.

Esta “boa fase momentanea” geralmente se mantém até que ele comece a pensar conscientemente sobre ela e seu foco começa a ser tentar mantê-la. Assim que ele tenta exercer este controle, esta boa fase some.

Na próxima vez que seu adversário estiver tendo uma sequência incrível de pontos bem jogados (a gente se depara sempre com estas situações), simplesmente pergunte a ele enquanto vocês trocam de lado: “O que você está fazendo de tão diferente que seu forehand está tão bom hoje?” Se ele morder a isca – e a maior parte das pessoas fazem isso – e começar a pensar e refletir em como está se equilibrando, contando como ele realmente está tentando pegar a bola na subida com o pulso firme,  existe uma grande chace desta “boa fase” acabar. Ele perderá o tempo e a fluidez ao tentar repetir o que acabou de dizer pra você.

O backhand pode ser usado como arma apenas na quadra de tênis, mas a habilidade de dominar a arte da concentração sem pressão é aplicável em qualquer coisa situação de vida!

Carlos Omaki Tenis- Jogo Interior do Tênis

A descoberta dos dois seres- Ser 1 e Ser 2

A chave para a prática do tênis em alto nível — ou para qualquer outra atividade que pode ser melhorada — está em desenvolver o relacionamento entre o consciente, que é o Ser 1 (mais pensador), e as capacidades naturais do Ser 2 (mais instintivo).

Dentro de cada jogador, o tipo de relacionamento que existe entre o Ser 1 e o Ser 2 é o fator principal para determinar a capacidade de alguém de transformar seu conhecimento teórico da técnica em ação eficaz.

Em outras palavras, a chave para um tênis melhor  está em melhorar o relacionamento entre o Ser 1 que é altamente consciente e o Ser 2, que possui características altamente instintivas e naturais.

Uma aluna estava começando a sentir a diferença entre “dar o melhor” usando a energia do Ser 1 e “esforço”, a energia usada pelo Ser 2, para fazer concluir seus treinos.

Durante a última troca de bolas, seu Ser 1 estava totalmente ocupada em observar as costuras da bola. Como resultado, seu Ser 2 foi capaz de seu realizar seus golpes sem problemas e provou ser muito bom nisso. O interessante é que até o seu Ser 1 estava começando a reconhecer os talentos do Ser 2. Esta aluna finalmente esta conseguindo fazer os seus dois seres internos trabalharem juntos.

 

Ter postura mental no tênis exige o aprendizado de várias habilidades internas:

1)  Aprender como visualizar a imagem mais clara possível dos resultados e objetivos desejados;

2)  Aprender como confiar no Ser 2 (auto-confiança) para ter a melhor performance possível e aprender com os sucessos e fracassos;

3)  Aprender a observar “sem julgar” – isto é, ver o que está acontecendo, em vez de apenas perceber o quão bem ou mal está acontecendo.

Carlos Omaki Tenis Competitivo- Timothy Galwell- Frases

Silenciando o Ser 1 e o Processo de Julgamento

Em suma, “entender o contexto mental do todo” requer desacelerar a mente. Acalmar a mente significa diminuir todas as seguintes ações: pensar, calcular, julgar, preocupar, temer, esperar, tentar, lamentar, controlar, tremer ou distrair.

A mente está quieta quando está totalmente aqui e agora em perfeita unidade com a ação e o “ator”. O objetivo do Jogo Interior é aumentar a frequência e a duração desses momentos, aquietando a mente de maneira contínua e capacitando uma expansão contínua de nossa habilidade de aprender e performar.

Para a maioria de nós, aquietar a mente é um processo gradual que envolve o aprendizado de várias habilidades internas. Essas habilidades são na verdade artes de esquecer hábitos mentais adquiridos desde que éramos crianças.

A primeira habilidade a aprender é a arte de abandonar a inclinação humana de julgar a nós mesmos e nosso desempenho como bons ou ruins. Abandonar o processo de julgamento é uma chave básica para o Jogo Interior. Quando desaprendemos a julgar, é possível chegar a um nível de jogo espontâneo e altamente focado.

No entanto abandonar os julgamentos não significa ignorar os erros. Significa simplesmente ver os eventos como eles são e não adicionar opinões a eles.

Exemplo: Através de um approach sem julgamentos durante o jogo, vai fazer perceber que durante uma certa partida você saca 50% de seus primeiros saques na rede. Isto é um fato. Através desta rápida observação, você acaba descrevendo com precisão que o seu saque não está calibrado naquele dia. E com esta observação se começa a busca pela causa deste problema.

Ao contrário, se o approach desta situação é feito com julgamento, seu saque começa a ser rotulado como “ruim” e isto começa a causar uma interferência no seu jogo pois acarreta em sensaçãoes de raiva, frustração e desânimo.

Se o processo de julgamento fosse limitado a apenas rotular este evento como “ruim” e não tivessemos mais nenhuma reação ou opinião sobre isso, a interferência no jogo e principalmente na performance seria mínima.

Julgamento em excesso resulta em “travar”. E quando nosso corpo começa a “travar”, ele acaba interferindo de maneira negativa na fluidez necessária para realizar movimentos rápidos e precisos. O relaxamento possibilita golpes suaves e aceitos como são, mesmo que sejam causadores de erros.

Portanto, o primeiro passo é visualizar seus golpes como eles são. Eles devem ser visualizados de forma clara e transparente, sem nenhum tipo de julgamento. Assim que esta informação é aceita, o processo de mudança acontece de forma natural e rápida.

Isto foi bem visível em um dos meus atletas que sempre tinha dificuldades em realizar um backhand fluído. O que “destravou” o seu backhand foi quando ele parou de tentar mudar seu backhand. Ao invés disso, ele de fato viu como ele era.

Com a ajuda de um espelho, ele conseguiu visualizar seu movimento e percebeu os pontos onde poderia melhorar. Sem nenhuma análise ou pensamento consciente, ele desenvolveu sua atenção para esta parte específica do seu swing. Portanto apenas com uma visualização clara e sem nenhum julgamento pré-concebido é possível saber de fato como as coisas são.

Não importa qual seja a reclamação de um aluno durante uma aula. O primeiro passo (e o mais benéfico) é incentivá-lo a ver e sentir o que ele está fazendo, ou seja, aumentar sua visão nua e crua do que realmente é.

Eu sigo o mesmo processo quando meus próprios golpes não estão calibrados. Contudo o único jeito de ver como as coisas são é tirar este “óculos de julgamento”. Essa ação abre um lindo processo de desenvolvimento natural surpreendente.

Sem um padrão para o certo e o errado, a mente julgadora cria seus próprios padrões. Enquanto isso, a atenção é sai foco real- o que realmente é- e se centraliza no processo de fazer “a coisa certa”.

Em uma outra ocasião durante um treino feminino, após um primeiro cesto de bolinhas, eu elogiei as minhas jogadoras por terem mandado poucas bolinhas na rede. A partir do segundo cesto, percebi que seus movimentos começaram ficar mais travados.

Perguntei a minhas jogadoras o que elas estavam pensando durante esta segunda parte do drill. Cada uma delas disse que não mandar as bolinhas na rede.  Neste caso, se percebe nitidamente que elas estavam vivendo de acordo com uma expectativa, um padrão de certo ou errado, um padrão que foi colocado diante delas.

O fato de sempre buscar por aprovação e evitar desaprovação é um ato sutil do nosso ego em ver elogios como potenciais críticas! É assim que o ego opera: “Se o técnico está feliz que não mandamos as bolinhas na rede, ele vai ficar irritado se as bolinhas começarem a ficar na rede. Se ele gosta de mim quando estou jogando bem, ele vai me odiar se eu não estiver jogando bem”. Nota-se que o padrão de bom e ruim foi estabelecido no consciente e isto impacta interfere profundamente no foco e performance.

Encerrando julgamento, você deixa de evitar ver as coisas como eles são. Acabando com o senso de julgamento, não se soma nem subtrai os fatos como eles são. As coisas são porque são e aceitando isto, a menta se torna mais calma.

Portanto, a primeira habilidade para se desenvolver no jogo interior é relacionado a observação sem julgamento. Quando desaprendemos a julgar, não precisamos de motivação para mudar nossos hábitos ruins. Só precisamos ser mais atenciosos pois existe um processo de aprendizado e performance mais natural a ser descoberto, sem a interferência de um consciente que só visa a auto-crítica.

No próximo post sobre o lado mental do tênis, vamos abordar como podemos melhorar nossa confiança no Ser 2– o principal responsável pela execução dos golpes e decisões em quadra.

Sobre Carlos Omaki

Carlos Omaki é treinador de tênis há 38 anos. Uma das referências do tênis nacional, dono de duas premiações como Melhor Técnico dascategorias de base do tênis brasileiro, é proprietário da COT tendo equipes na Academia Paulistana de Tênis, Club Athlético Paulistano e Tênis Clube Paulista e com seu staff de treinadores cuida de cerca de 500 atletas na cidade de São Paulo.

Como treinador, participou não só dos começos de carreira de Luisa Stefani, mas também de Bia Haddad Maia, ex-top 60 mundial, e muitos outros.

Fran Jones, suas adaptações e exemplo de superação no tênis

Carlos Omaki- Tenis Competitivo- Fran Jones

Fran Jones, suas adaptações e exemplo de superação no tênis

Depois voltei a ter notícia dela em 2018, lembro que ela enfrentou tenistas brasileiras no profissional gosto até de lembrar que perdeu no terceiro set para Carol Meligeni, acabamos acompanhando a sequência dela do juvenil para a profissional trilhando o caminho todo.

Ano passado ela jogou em Olímpia no torneio que foi cancelado na metade pelo início da pandemia. Venceu a primeira rodada, perdeu a segunda foi quando ouvi falar que a moça dos quatro dedos em cada mão estava jogando no Brasil.

Em função dos resultados no juvenil e no profissional somando cinco títulos ITF, é o suficiente para estar entre as 240 do mundo e vi a classificação para a chave principal de um Grand Slam como ótimo resultado, ascenção muito boa, mas nada fenomenal.

É uma menina que vem trilhando todos os passos e escadas sem pular nenhum degrau, tem feito tudo o que todas as pessoas normais fazem isso sem colocar ela como fora do normal, pelo contrário, e sim com uma pessoa que demonstra ser normal pelo resultado que tem construído.

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Carlos Omaki- Tenis Competitivo- Fran Jones

Tecnicamente falando ela não apresenta grandes dificuldades em execução nos golpes. O grande cuidado com uma atleta com essas particularidades deveria ser o trabalho de força para o braço, antebraço e mão, muita atenção com sobrecarga dos tendões principalmente , mas a máquina humana é incrível e vai realizando os ajustes.

A grande vantagem que ela tem é que não se trata de uma pessoa que tinha os cinco dedos e perdeu um, onde teria muito mais problemas para o tênis se perdesse o dedo indicador do que o dedo mindinho principalmente se não tivesse um polegar que praticamente a impossibilitaria de jogar tênis.

No caso dela, tem uma espécie de adaptação pessoal com um dedo médio, um indicador e um dedo mindinho além do polegar.

Particularmente acredito que ela e a equipe dela podem encontrar mais problemas até na falta de dois dedos de um pé, que é o que ela apresenta do que o problema das mãos da forma que acontece com ela.

Com dois dedos a menos em um dos pés ela precisa de uma compensação grande do equilíbrio para o contato com o solo para o emprego de força para aceleração sem contar que ela sofre muito mais as ações das paradas brutas e os impactos com o solo típicas do tênis .

As particularidades dela não impediriam uma criança ou outra pessoa a jogar tênis e atingir o bom nível porém quando se fala em altíssimo nível é claro que precisa sim um algo mais para suprir a diferenças físicas.

No trabalho da técnica específica, execução dos golpes ela não tenha adaptação técnica. Se alguém assistir uma partida da Fran e não souber de sua anomalia, não vai reparar nenhuma execução não ortodóxa ou com diferencial visual nos golpes. Novamente creio que a ênfase está muito mais na movimentação para frente e pra trás e repetição dos golpes em forma de drills com movimentação específica. O que se pode ver evidentemente é uma garra pessoal diferenciada

Tive uma jogadora que treinei que podemos relacionar com a Fran Jones, um caso bem mais complexo de uma brasileira que se formou com uma  bolsa integral para universidade americana através do tênis, ela é filha de professor de tênis. 

Mesmo tendo nascido  sem o antebraço e a mão esquerda, ela jogou tênis e superou todas as expectativas.Talita Rodrigues a deficiência gerou a necessidade de golpes e gestos completamente fora do padrão, especialmente o saque. 

Ela não possuía a mão esquerda para lançar a bola , uma limitação que causava problemas no desempenho, força e precisão.

Embora ela tenha atingido um nível incrível para quem conheceu, chegou a ser quinta do Brasil no juvenil, casos como os dela e da Fran Jones comprovam que tudo está na dedicação, força de vontade de se seguir sonhos, ser vencedor sem ser excepcional ou sendo excepcional em uma sociedade tão repleta de paradigmas de fracasso, são sempres iniciativas a serem aplaudidas de pé.

Nos resta torcer pela Fran e quem sabe tenhamos uma futura campeã de Slam que de força de vontade ela já é uma grande campeã.

Sobre Carlos Omaki

Carlos Omaki é treinador de tênis há 38 anos. Uma das referências do tênis nacional, dono de duas premiações como Melhor Técnico dascategorias de base do tênis brasileiro, é proprietário da COT tendo equipes na Academia Paulistana de Tênis, Club Athlético Paulistano e Tênis Clube Paulista e com seu staff de treinadores cuida de cerca de 500 atletas na cidade de São Paulo.

Como treinador, participou não só dos começos de carreira de Luisa Stefani, mas também de Bia Haddad Maia, ex-top 60 mundial, e muitos outros.

Por que dormimos?

Carlos Omaki- Por que Dormimos?

Por que dormimos?

“Por que nós dormimos?” Esse é o título do livro escrito pelo professor de neurociência na Universidade da Califórnia em Berkeley, Matthew Walker. Em seu livro, Walker discute sobre o sono, sua importância e as graves consequências advindas de, habitualmente dormir menos de 8 horas por noite.

Nesse artigo, o foco será na influência de uma boa rotina de sono para tenistas e atletas de modo geral.

Em primeiro lugar, para tirarmos o máximo dos treinos, é essencial dormir bem. Isso posto, pois durante o sono, o cérebro transfere a memória de um armazenamento de curto prazo para um armazenamento mais permanente, que faz com que nossa memória muscular seja internalizada e automatizada.

Por exemplo, de maneira simplificada trazendo para o contexto do tênis, para bater
um bom forehand, devemos fazer o split step quando o oponente está prestes a golpear, nos posicionar de lado sem tirar o olho da bola, abrir a cabeça da raquete alta, fazer contato com a bola com a raquete fazendo movimento linear e angular, e, por último, finalizar a batida com a raquete acima do ombro.

Porém, para que o seu cérebro não tenha que lembrar cada um dos passos de uma vez, a automatização trazida pelo sono é o que faz com que o passo seguinte ocorra naturalmente e de maneira fluida após o passo anterior.

Omaki Tenis Competitivo- Federer Dormindo

Obviamente, a maioria dos tenistas que já treinam há pelo menos um ou dois anos tem esses passos internalizados de maneira muito natural. Porém, quanto mais o treino for combinado com o sono, mais automática ficará a resposta do corpo ao realizar o forehand, ajudando sensivelmente no desenvolvimento do seu tênis.

Em uma entrevista com Joe Rogan, Matthew afirmou que: “A prática não leva à perfeição. Praticar e depois ter uma noite de sono é o que leva à perfeição, porque você volta no dia seguinte de 20 a 30% melhor em desempenho do que no final do treino no dia anterior.” Certo, mas então o quão importante é dormir o suficiente na noite anterior ao treino?

Dormir 6 horas ou menos reduz significativamente sua capacidade aeróbica no treino e diminui o tempo para exaustão física em 10 a 30%. Além disso, há uma queda na força muscular, na capacidade respiratória e na eficiência de eliminar suor, uma parte crítica para performance de alto nível.

Fora isso, segundo Walker, não tem melhor investimento do que o sono para reduzir o risco de lesões corporais em atletas. Isso é verdade porque o sono acelera a recuperação física de inflamações, estimula a restauração muscular e ajuda a estocar energia celular.

Portanto, se você treina tênis ou algum outro esporte, é bom você ir preparando seu alarme para ir para a cama cedo caso você queira maximizar sua memória muscular, sua performance em treinos e minimizar seu risco de ter uma lesão.

O sono te ajuda dentro e fora das quadras. Durma melhor e otimize seu tênis!

Texto escrito por Renato Prado em 30 de agosto de 2020

Sobre Carlos Omaki

Carlos Omaki é treinador de tênis há 38 anos. Uma das referências do tênis nacional, dono de duas premiações como Melhor Técnico dascategorias de base do tênis brasileiro, é proprietário da COT tendo equipes na Academia Paulistana de Tênis, Club Athlético Paulistano e Tênis Clube Paulista e com seu staff de treinadores cuida de cerca de 500 atletas na cidade de São Paulo.

Como treinador, participou não só dos começos de carreira de Luisa Stefani, mas também de Bia Haddad Maia, ex-top 60 mundial, e muitos outros.

O que faz um jogador ser excelente em duplas?

Carlos Omaki- Como ser um excelente Duplista

O que faz um jogador ser excelente em duplas?

Existe um monte de maneiras de descrever o jogo de duplas: Rápido, empolgante, decidido em detalhes. Jogadores especializados em duplas mostram uma variedade incrível de habilidades e golpes que muitas vezes não vemos com muita frequencia nos jogos de simples.

Mas afinal de contas, como definir um excelente duplista?

Para o sueco Robert Lindstedt, quanto mais rápido for o jogo melhor. “Se você não está confortável em um jogo de ritmo acelerado na quadra, você não vai ter sucesso.” Este é um dos atributos que fazem com que muitos jogadores se dêem bem em duplas comparados com simples- Características de reflexo rápido são melhores que características de tomada de decisão. Lindstedt diz que ele tem capacidade de fazer qualquer tipo de golpe, mas o fato de ter tempo para pensar em jogos de simples, o fazia tomar decisões ruins na escolha do golpe certo. Seu sucesso acontecia quando ele não tinha tempo para pensar.

“Você tem que ter boas reações. A decisão rápida tem que vir naturalmente para você, caso contrário, você vai ficar parado sem saber para onde ir ou o que fazer ”, disse Lindstedt. “Trata-se de fazer seu sistema nervoso disparar e ver o que está acontecendo mais rápido, e isso é basicamente praticar em um ritmo mais rápido do que você está acostumado por um longo período de tempo. Lentamente, você aumenta seu nível. Alguns nascem com mais facilidade do que outros.

Lindstedt se tornou profissional em 1998 e, aos 43 anos, o sueco continua no Top 100 do Ranking de Duplas. Durante esses 22 anos, ele viu como as duplas mudaram.

“Quando eu entrei na ATP, o condicionamento físico não era uma parte importante das duplas”, disse Lindstedt. “Mas hoje eu sinto que realmente o físico é essencial para um duplista. Aprendi a trabalhar muito, então estou muito feliz em ver isso. ”

Outro veterano que tem grande sucesso há muito tempo é Bruno Soares. O brasileiro acredita que, embora os golpes e a preparação física sejam muito importantes, existem aspectos intangíveis vitais para o sucesso de um jogador de duplas.

“Todos nós sabemos que os grandes jogadores têm pontos fortes bem definidos. Acho que nas duplas o que transforma um grande jogador é a sua capacidade de adaptação ”, disse Soares. “Estamos constantemente nos adaptando a diferentes condições – quadra rápida, quadra lenta, bola rápida, bola lenta, altitude, nível do mar, saibro, grama, difícil, parceiros diferentes, semanas diferentes … Acho que um grande jogador é alguém que, além de possuir golpes incríveis possui grande grande capacidade de adaptação a todas as diferentes situações a que estamos expostos ao longo do ano. ”

 

Carlos Omaki- Duplistas

Sobre Carlos Omaki

Carlos Omaki é treinador de tênis há 38 anos. Uma das referências do tênis nacional, dono de duas premiações como Melhor Técnico dascategorias de base do tênis brasileiro, é proprietário da COT tendo equipes na Academia Paulistana de Tênis, Club Athlético Paulistano e Tênis Clube Paulista e com seu staff de treinadores cuida de cerca de 500 atletas na cidade de São Paulo.

Como treinador, participou não só dos começos de carreira de Luisa Stefani, mas também de Bia Haddad Maia, ex-top 60 mundial, e muitos outros.

Texto Publicado originalmente no site da ATP em 14 de Julho de 2020

Balanço final da Rota do Sol 2021

Carlos Omaki Tenis- Rota do Sol 2021ac

Balanço da Rota 2021

Todos os anos nos meses de férias , especialmente em janeiro o circuito Infanto-juvenil de tênis  dá o seu grande arranque, em circuitos espalhados pelo país.

Muito provavelmente o tênis seja a modalidade que mais se movimenta nesse momento mais até que o futebol, mesmo no Brasil.

Para nós do COT é muito importante não deixar que nossos atletas iniciem o ano muito para trás no ranking brasileiro e assim possam competir nos torneios e circuitos maiores ao longo do ano. 

Porém, com toda a nossa experiência, sabemos que estes pontos para o ranking nacional, não devem custar o não aproveitamento das férias dos atletas, a sensação de férias “perdidas” em função do esporte.

Assim sendo, a muito anos nós montamos nossos grupos e arrancamos para alguns dos circuitos.

A Rota do Sol ou Circuito Nordeste, como é chamado, é sem dúvidas o nosso destino favorito, principalmente por ser um roteiro mundialmente atraente turisticamente.

Por mais que os atletas tenham compromissos ( jogos e treinos ), durante todo o período de viagem, somente as paisagens e a viagem em grupo, a convivência e os poucos e curtos passeios ou mergulhos nas águas quentes nordestinas, já permitem atingirmos nossos objetivos e fazê-los voltar para casa com os indispensáveis pontos, mas com a sensação do aproveitamento de ótimas férias.

Em 2021, nosso grupo foi composto por 18 atletas e 3 integrantes da equipe técnica.

O mais jovem, com apenas 10 anos ainda e o mais experiente com 17.

Meninos e meninas de diferentes faixas etárias, convivendo em um ambiente extremamente familiar e de respeito. Um exercício muito especial em uma sociedade e para uma geração tão autocentrada e individualista.

Para este evento os atletas/jovens se preparam rigorosamente técnica, física e mentalmente por aproximadamente 30 dias, sendo 20 em dezembro e 10 em janeiro.

Preparação em meio às férias, no momento em que podemos aproveitar o tempo disponível deles para intensificar os treinos e tirar o melhor proveito para cada um, sem precisar concorrer com suas agendas de pequenos executivos do cotidiano.

Este ano, nossos atletas atingiram 31 finais com 15 títulos e 16 vice-campeonatos.

Resultados que colocam vários de nossos atletas nas primeiras posições do ranking nacional, mas que principalmente os colocam no topo da lista dos mais felizes e dispostos a trabalhar e seguir o ano do país.

Equipe técnica :

Carlos Omaki

Marina Danzini

Arthur Moutinho

 

Atletas:

Pedro Sorio

Ricardo Righetto

Luna Guarda

Caio Campos

Eduardo André

Lucas Saudino

Beatriz Ibrahim

Giulia Cavalcante

Nicole Righetto

Raissa Gallegos

Arthur Caldeira

Guilherme Caldeira

Enzo Guarda

Bernardo Costa

Stephan Koelle

Gabriel Leal

Arthur Vicente

Renato Prado

Conquistas:

LUNA GUARDA(12F)

Simples

Campeã em Aracaju

Vice-campeã em Maceió

Vice-campeã em Recife

Vice-campeã em Natal

Duplas

Campeã em Maceió

Campeã em Recife

Campeã em Natal

NICOLE RIGHETTO (18F)

Simples

Campeã em Maceió

Campeã em Recife

Campeã em Natal

Duplas

Campeã em Maceió

Campeã em Recife

Vice-campeã em Natal

BEATRIZ IBRAHIM (18F)

Simples

Campeã em Aracaju

Vice-campeã em Recife

Duplas

Campeã em Recife

Campeã em Natal

GIULIA CAVALCANTE (18F)

Simples

Vice-campeã em Aracaju

Vice-campeã em Maceió

Duplas

Campeã em Maceió

Campeã em Natal

RAISSA GALLEGO (18F)

Duplas

Vice-campeã em Natal

RICARDO RIGHETTO (12M)

Campeão de simples em Recife

STEPHAN KOELLE (18M)

Simples:

Vice-campeão em Maceió

Duplas:

Vice-campeão em Recife

GABRIEL LEAL (18M)

Simples

Vice-campeão em Aracaju

Duplas

Vice-campeão em Recife

RENATO PRADO (18M)

Duplas

Vice-campeão em Aracaju

Vice-campeão em Maceió

ARTHUR VICENTE (18M)

Duplas

Vice-campeão em Aracaju

Vice-campeão em Maceió

RESULTADO FINAL:

15 CAMPEÕES

16 VICE-CAMPEÕES

Carlos Omaki Tenis- Rota do Sol 2021ac
Carlos Omaki Tenis- Rota do Sol 2021ac

Sobre Carlos Omaki

Carlos Omaki é treinador de tênis há 38 anos. Uma das referências do tênis nacional, dono de duas premiações como Melhor Técnico dascategorias de base do tênis brasileiro, é proprietário da COT tendo equipes na Academia Paulistana de Tênis, Club Athlético Paulistano e Tênis Clube Paulista e com seu staff de treinadores cuida de cerca de 500 atletas na cidade de São Paulo.

Como treinador, participou não só dos começos de carreira de Luisa Stefani, mas também de Bia Haddad Maia, ex-top 60 mundial, e muitos outros.

Paulistas levam quatro títulos no Rota do Sol no Recife

ROTA DO SOL 2021- RECIFE 3

Atletas paulistas da Carlos Omaki Treinamento, das bases da Academia Paulistana e do Club Athlético Paulistano, tiveram seus maiores êxitos na quarta etapa do tradicional Circuito Rota do Sol, importante série de eventos pelo Nordeste. Desta vez no Recife (PE) eles levaram cinco títulos. 

As conquistas foram nas categorias 12 anos masculino Ricardo Riguetto, nos 18 anos feminino com Nicole Riguetto e nas duplas feminina com Luna Guarda nos 12 anos e Nicole Riguetto junto com Beatriz Ibrahim.

Nos 12 anos, Ricardo venceu pela primeira vez no Rota do Sol ao derrotar na final o baiano Felipe Badaró por 6/2 6/4. No feminino, Luna Guarda, campeã na etapa de Aracajú (SE), caiu na final diante da amazonense Beatriz Rodrigues por 6/1 7/5.

Nos 18 anos, final totalmente paulista com atletas do COT com Nicole Riguetto superando Beatriz Ibrahim por 6/2 6/4. Nas duplas, elas se uniram e foram campeãs repetindo a conquista de Maceió (AL) no último final de semana.

A equipe paulista ainda teve mais troféus com o vice nas duplas com Stephan Koelle e Gabriel Leal na categoria 18 anos.
O Circuito Rota do Sol tem tradição tendo revelado o atual número 1 do país e 83 do mundo, Thiago Monteiro, além do alagoano Tiago Fernandes, campeão juvenil do Australian Open em 2010.

Os atletas seguem para a quinta etapa do Rota do Sol que acontece em Natal (RN). São eles Stephan Koelle, Arthur Vicente, Renato Prado, Giulia Martins, Nicole Riguetto, Beatriz Ibrahim, Gabriel Leal , Bernardo Costa, Enzo Guarda, Lucas Saudino, Eduardo Shimizu, Caio Campos, Ricardo Riguetto, Pedro Sorio e Luna Guarda, Raíssa Gallego e os irmãos Arthur e Guilherme Caldeira. Será a última etapa da equipe que retornará em seguida para a capital paulista.

“Foi um ótimo torneio, resultados bem legais da equipe. É uma forma dos atletas jogarem bastante em alto nível, treinarem muito e mesmo em meio a uma rotina rigorosa, terminarem o circuito  com a sensação de um bom aproveitamento de suas férias”, disse Marina Danzini, treinadora do COT, que vem acompanhando o time no Nordeste junto com Carlos Omaki.

ROTA DO SOL 2021- RECIFE 3
ROTA DO SOL 2021- RECIFE 3
ROTA DO SOL 2021- RECIFE 3

https://www.lance.com.br/tenis/paulistas-levam-quatro-titulos-rota-sol-recife.htmlO Circuito Rota do Sol tem tradição tendo revelado o atual número 1 do país e 84 do mundo, Thiago Monteiro, além do alagoano Tiago Fernandes, campeão juvenil do Australian Open em 2010.

Os atletas seguem para a quarta etapa do Rota do Sol que acontece no Recife (PE). São eles Stephan Koelle, Arthur Vicente, Renato Prado, Giulia Martins, Nicole Riguetto, Beatriz Ibrahim, Gabriel Leal , Bernardo Costa, Enzo Guarda, Lucas Saudino, Eduardo Shimizu, Caio Campos, Ricardo Riguetto, Pedro Sorio e Luna Guarda, Raíssa Gallego e os irmãos Arthur e Guilherme Caldeira.

O time disputará, além de Aracajú e Maceió, as etapas de Recife e Natal.

Publicado originalmente em 22 de Janeiro de 2021 no Lance

Sobre Carlos Omaki

Carlos Omaki é treinador de tênis há 38 anos. Uma das referências do tênis nacional, dono de duas premiações como Melhor Técnico dascategorias de base do tênis brasileiro, é proprietário da COT tendo equipes na Academia Paulistana de Tênis, Club Athlético Paulistano e Tênis Club Paulista e com seu staff de treinadores cuida de cerca de 500 atletas na cidade de São Paulo.

Como treinador, participou não só dos começos de carreira de Luisa Stefani, mas também de Bia Haddad Maia, ex-top 60 mundial, e muitos outros.